Por que seu plano subiu tanto
Existem dois tipos de reajuste em plano de saúde e é comum eles serem confundidos. O reajuste anual acontece uma vez por ano, no mês de aniversário do contrato. Em planos individuais e familiares, ele é limitado por um teto definido pela ANS. Em planos coletivos (empresariais ou por adesão), é calculado pela sinistralidade do grupo — quanto mais o grupo usou, maior o reajuste — e costuma vir bem acima do índice individual.
O outro é o reajuste por mudança de faixa etária, aplicado nos aniversários das faixas definidas pela ANS. Os saltos costumam ficar mais sensíveis nas faixas finais, especialmente na entrada da faixa 59+, que é a última permitida por lei. O percentual exato, porém, depende do contrato e da tabela de cada operadora — a ANS define as faixas e os limites de variação, mas não publica um percentual único por faixa.

Entender qual reajuste está pesando no seu boleto é o primeiro passo. Se for anual e você tem plano coletivo, pode haver plano de destino com sinistralidade menor. Se for faixa etária, o próprio produto costuma estabilizar depois dos 59, e a discussão passa a ser o valor absoluto, não o próximo salto. Se quiser aprofundar, veja como funciona o reajuste anual da ANS.
Existe saída legal: portabilidade de carências
A portabilidade de carências é o direito, previsto na regulamentação da ANS, de migrar para outro plano de saúde levando as carências que você já cumpriu. É o oposto de uma contratação nova: você não recomeça a contagem de consulta, exame, internação, parto ou doença preexistente — se cumpriu no plano atual, entra cumprindo no de destino. A regra está na Resolução Normativa nº 438/2018 da ANS.
A portabilidade vale para plano individual/familiar, coletivo por adesão e coletivo empresarial, dentro dos requisitos abaixo. Quem opera é a operadora de destino: recebido o pedido com a documentação correta, ela tem 10 dias para analisar. Se aprovar, você inicia no novo plano e cancela o antigo em até 5 dias.
Vale ler o texto completo em regras da portabilidade de carências e conferir também como funcionam as carências no plano atual.
Portabilidade não é a mesma coisa que redução de carência
Muita gente confunde dois caminhos diferentes de trocar de plano sem recomeçar do zero:
- Portabilidade de carências
Direito regulado pela ANS (RN 438/2018), com requisitos objetivos, relatório de compatibilidade emitido no Guia ANS e análise formal pela operadora de destino.
- Redução ou compra de carência
Regra comercial de cada operadora, oferecida em condições próprias, que pode mudar ou ser suspensa a qualquer momento. Não é direito garantido por norma.
- Ajuste do plano atual
Troca de acomodação, abrangência ou coparticipação dentro da mesma operadora, sem necessidade de portabilidade.
- Contratação nova
Carências integrais, salvo condição comercial específica.
Esta página trata principalmente da portabilidade regulada pela ANS, mas a análise gratuita também avalia os outros caminhos quando a portabilidade não se aplica ao seu caso.
Você tem direito? Checklist
- Mensalidades em dia no plano atual.
- Contrato ativo — não pode estar cancelado nem em cancelamento.
- Plano contratado após 1º de janeiro de 1999 ou adaptado à Lei 9.656/98.
- Tempo mínimo de permanência: 2 anos na primeira portabilidade, ou 3 anos se você cumpriu Cobertura Parcial Temporária por doença preexistente. Da segunda portabilidade em diante, cai para 1 ano.
- Plano de destino em faixa de preço compatível (igual ou inferior) e cobertura compatível com a atual, conforme análise no Guia ANS.
Não sabe se cumpre? Manda uma foto da carteirinha e do último boleto no WhatsApp que a gente verifica na análise.
Como funciona, passo a passo
[VÍDEO: 2 a 3 minutos, corretor explicando na câmera o passo a passo abaixo. Thumbnail estática com play, carregamento sob demanda — não usar autoplay.]
- 1Você envia os dados do plano atual
Operadora, tipo (individual, adesão, empresarial), tempo de contrato, valor pago hoje e uma foto da carteirinha. Se possível, o último boleto — ajuda a identificar reajuste aplicado.
- 2Emitimos o Relatório de Compatibilidade no Guia ANS
É o documento oficial da ANS que lista quais planos são compatíveis com o seu para efeito de portabilidade. Sem ele, o pedido não é protocolado.
- 3Comparamos opções e rede credenciada
Não é só preço. Comparamos hospitais, laboratórios e médicos que você faz questão de manter, e sinalizamos onde há perda de rede.
- 4Você escolhe e protocolamos o pedido
A operadora de destino tem 10 dias para analisar. Nesse período o plano atual continua ativo — você não fica sem cobertura.
- 5Aprovado, cancelamos o plano antigo dentro do prazo legal
O cancelamento do plano antigo tem que ser feito em até 5 dias do início do novo. Perder esse prazo pode fazer a nova operadora exigir carência — é o erro mais comum de quem faz sem corretor.
Erros que podem impedir a portabilidade ou gerar nova carência
- Cancelar o plano antigo antes da aprovação do novo
Sem contrato ativo, a portabilidade deixa de ser aceita e você entra como contratação nova, com carências integrais.
- Escolher plano incompatível no Guia ANS
Se o plano de destino estiver fora da faixa de preço ou cobertura compatível, a operadora pode recusar o pedido.
- Estar com mensalidade em atraso no momento do pedido
Boleto em aberto é motivo objetivo de recusa. Regularize antes de protocolar.
- Perder o prazo de 5 dias para cancelar o plano anterior
Depois de iniciada a vigência do novo plano, o antigo precisa ser cancelado dentro de 5 dias — perder o prazo pode gerar exigência de nova carência.
- Confundir redução comercial de carência com portabilidade regulada
São regimes diferentes. A redução é regra comercial da operadora e pode ser alterada; a portabilidade é direito da ANS.
- Trocar sem conferir rede hospitalar, laboratórios e médicos
A economia perde sentido se você não encontra mais seu médico ou seu hospital de referência no plano novo.
- Ignorar tratamento em andamento ou autorização já aberta
Mudar de operadora no meio de um tratamento pode significar refazer autorizações e trocar de equipe médica.
Além da portabilidade: outras formas de reduzir
Nem todo caso é de portabilidade. Se você não cumpre os requisitos, ou se o plano de destino não é compatível, ainda existem alternativas legítimas para reduzir a mensalidade sem trocar de operadora:
- Trocar apartamento por enfermaria — a diferença de valor costuma ser relevante, e a cobertura assistencial é a mesma.
- Migrar para plano com coparticipação — mensalidade menor em troca de pagar uma parcela por consulta/exame. Vale para quem usa pouco.
- Reduzir abrangência — de nacional para estadual ou regional, quando você não viaja e não precisa de rede fora do RJ.
- Migrar de individual para plano PJ — se você tem CNPJ ou pode abrir MEI, planos empresariais costumam ter mensalidade menor. Veja plano MEI e plano empresarial.
- Revisar dependentes — dependentes que já têm plano próprio (por trabalho, por exemplo) podem sair do seu, reduzindo o boleto de imediato.
Também vale conferir as opções em operadoras que trabalhamos — uma comparação direta muitas vezes revela o mesmo hospital com preço menor em outra bandeira.
Quando a portabilidade não vale a pena
Nem todo caso compensa, e a gente prefere dizer isso antes. Existem situações em que trocar de plano traz mais prejuízo que economia:
- Quando a rede atual é muito superior. Se o hospital ou o médico que você usa não está nas opções compatíveis, a economia não compensa a perda.
- Quando falta pouco para cumprir uma carência específica. Se você está a poucos meses de liberar um procedimento no plano atual, pode valer esperar.
- Quando há tratamento em andamento. Trocar de operadora no meio de um tratamento pode significar mudar de equipe médica e refazer autorizações.
- Quando a economia é pequena. Uma diferença de poucas dezenas de reais raramente justifica o risco de mudar de rede.
Se for esse o seu caso, a gente vai te dizer. Nossa análise inclui a recomendação de não trocar quando é isso que faz sentido.
O que costuma reduzir a mensalidade
Não trabalhamos com promessa de percentual — o resultado depende do seu plano atual, da sua idade e da rede que você faz questão de manter. O que dá para mostrar com clareza é o que cada mudança costuma provocar, e o que ela custa em contrapartida:
| O que muda | Efeito na mensalidade | O que você abre mão |
|---|---|---|
| Apartamento → Enfermaria | Redução relevante | Quarto individual na internação |
| Abrangência nacional → regional | Redução moderada | Cobertura fora do estado |
| Sem coparticipação → com coparticipação | Redução na mensalidade fixa | Paga uma parcela por consulta/exame usado |
| Individual → MEI ou PJ | Redução relevante | Precisa ter CNPJ ativo |
| Portabilidade para outra operadora | Varia conforme o plano de destino | Pode haver mudança de rede credenciada |
Quanto cada uma dessas mudanças representa no seu caso depende do seu plano atual e da sua idade. A análise é gratuita e leva alguns minutos.
Quem faz sua análise

Sua análise é feita pela equipe da Planos de Saúde Rio Health Brokers, coordenada por Adelpho Eduardo Pittigliani, corretor responsável e à frente da corretora desde sua fundação, em 1992. A avaliação de portabilidade envolve leitura de contrato, comparação de rede credenciada e emissão do Relatório de Compatibilidade no Guia ANS — e é feita sob a orientação de quem acompanha o setor desde antes da criação da própria ANS. Trabalhamos com Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Hapvida NotreDame, Porto Saúde, Assim Saúde, Unimed Ferj, Leve Saúde, MedSenior e Klini.
O que dizem clientes no Google
Avaliações reais no nosso perfil do Google, com nota 4,5. Ver todas no Google.
"Recomendo sem dúvida alguma esse serviço de plano de saúde no RJ. Possuem bastante experiência e o melhor: direciona o plano mais adequado ao seu perfil. Satisfeito com o profissionalismo dele!"
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Preencha abaixo com os dados do plano que você tem hoje. Um corretor retorna em horário comercial com uma leitura honesta: se vale a portabilidade, se vale ajustar dentro da mesma operadora, ou se não vale mexer agora.
Perguntas frequentes
Vou perder minha carência se trocar de plano?
Não, se você fizer portabilidade de carências. A ANS prevê, pela Resolução Normativa nº 438/2018, o direito de migrar para outro plano compatível levando as carências já cumpridas — inclusive parto e doenças preexistentes, quando o prazo tiver sido cumprido no plano de origem. Só se aplica dentro das regras: plano ativo, mensalidades em dia e plano de destino em faixa de preço compatível.
Preciso esperar o aniversário do contrato para pedir portabilidade?
Não. Essa era a regra antiga, revogada pela RN 438/2018. Hoje, cumprido o prazo mínimo de permanência (2 anos na primeira portabilidade, ou 3 anos se você teve Cobertura Parcial Temporária por doença preexistente), o pedido pode ser feito a qualquer momento do ano. Muito site ainda publica a regra antiga da janela de 120 dias — está desatualizado.
Posso fazer portabilidade tendo doença preexistente?
Pode. Se você já cumpriu o prazo de Cobertura Parcial Temporária (em geral 24 meses) no plano atual, a doença preexistente não é obstáculo — a cobertura segue no plano de destino. Se ainda não cumpriu, é preciso ter pelo menos 3 anos ininterruptos no plano atual para a portabilidade ser aceita.
Quanto tempo demora?
Depois que você entrega a documentação, a operadora de destino tem 10 dias para responder ao pedido. Se aprovada, você deve cancelar o plano antigo em até 5 dias contados do início da vigência do novo. Perder esse prazo pode fazer a nova operadora exigir carência — é o detalhe operacional que mais compromete a portabilidade quando feita sem corretor.
A operadora pode recusar meu pedido?
Pode, mas apenas em hipóteses previstas pela ANS: descumprimento de algum requisito (tempo mínimo, mensalidade em atraso, compatibilidade de preço ou cobertura). Recusa fora dessas hipóteses é irregular e pode ser levada à ANS. Antes de protocolar, verificamos gratuitamente se você cumpre os requisitos e se o plano de destino é compatível pelo Guia ANS.
Tenho mais de 59 anos — ainda vale a pena?
Depende do seu perfil. A partir dos 59 anos não há mais reajuste por faixa etária, então o ganho da portabilidade tende a ser sobre o valor absoluto da mensalidade, e não sobre saltos futuros. Vale comparar: em muitos casos há plano compatível com mensalidade menor e rede semelhante. Em outros, a alternativa melhor é ajustar acomodação, coparticipação ou abrangência dentro da própria operadora.
Vou perder meu médico e meu hospital?
Nem sempre. A comparação de rede credenciada é parte central da análise. Muitas vezes o mesmo hospital ou o mesmo médico atende em mais de uma operadora, ou existe plano de destino com rede equivalente. Antes de sugerir qualquer troca, listamos junto com você os hospitais e profissionais que não pode perder e checamos a rede de cada opção.
Quanto custa o serviço da corretora?
Nada. A corretora é remunerada pela operadora escolhida, sem custo adicional para você. O preço da mensalidade é o mesmo com ou sem corretor — a diferença é que, com corretor, você tem análise comparativa, apoio na documentação e acompanhamento no protocolo de portabilidade.
Veja também
- → Portabilidade de carências: regras completas
- → Reajuste anual da ANS
- → Carências: prazos por procedimento
- → Plano de saúde para MEI
- → Plano empresarial
- → Operadoras no RJ
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Conteúdo revisado por Adelpho Eduardo Pittigliani, corretor responsável · Atualizado em julho de 2026.

